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Blow My Mind

Blog To Express, Not To Impress

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Blow My Mind

01
Mar10

The future is no real

Alex

Perhaps extreme danger strips us of all pretenses, all ambitions, all confusions, focusing us more intensely than we are otherwise ever focused, so that we remember what we otherwise spend most of our lives forgetting: that our nature and purpose is, more than anything else, to love and to make love, to take joy from the beauty of the world, to live with an awareness that the future is not as real a place for any of us as are the present and the past.

Dean Koontz
04
Fev10

Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou...

Alex

 

De repente, como se um destino médico me houvesse operado de uma cegueira antiga com grandes resultados súbitos, ergo a cabeça, da minha vida anónima, para o conhecimento claro de como existo. E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e de loucura. Maravilho-me do que consegui não ver. Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou.
Olho, como numa extensão ao sol que rompe nuvens, a minha vida passada; e noto, com um pasmo metafísico, como todos os meus gestos mais certos, as minhas ideias mais claras, e os meus propósitos mais lógicos, não foram, afinal, mais que bebedeira nata, loucura natural, grande desconhecimento. Nem sequer representei. Representaram-me. Fui, não o actor, mas os gestos dele.


Fernando Pessoa

28
Jan10

Solidão

Alex
 
"...mas a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz, Você está a tresvariar, tudo quanto menciona está ligado entre si, aí não há nenhuma solidão, Deixemos a árvore, olhe para dentro de si e veja a solidão, Como disse o outro, solitário andar por entre a gente, Pior do que isso, solitário estar onde nem nós próprios estamos..."
 
Conversa entre Fernando Pessoa e Ricardo Reis.
Extraída do livro:
O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago

13
Jan10

De olhos vendados...

Alex


"Atravessamos o presente de olhos vendados. No máximo, conseguimos pressentir e adivinhar aquilo que estamos a viver. Só mais tarde, quando se desata a venda e examinamos o passado é que nos apercebemos daquilo que vivemos e compreendemos o seu sentido ."

Milan Kundera

26
Nov09

Alex

De repente, estou só. Dentro do parque, dentro do bairro, dentro da cidade, dentro do estado, dentro do país, dentro do continente, dentro do hemisfério, do planeta, do sistema solar, da galáxia - dentro do universo, eu estou só. De repente. Com a mesma intensidade estou em mim. Dentro de mim e ao mesmo tempo de outras coisas, numa sequência infinita que poderia me fazer sentir grão de areia. Mas estar dentro de mim é muito vasto. Minhas paredes se dissolvem. Não as vejo mais, e por um instante meu pensamento se expande, rompendo limites num percurso desenfreado.

Caio Fernando Abreu
10
Nov09

The fantasy is simple...

Alex

The fantasy is simple. Pleasure is good. And twice as much pleasure is better. That pain is bad. And no pain is better. But the reality is different. The reality is that pain is there to tell us something. And there is only so much pleasure we can take without getting a stomachache. And maybe that’s okay. Maybe some fantasies are only supposed to live in our dreams.

Meredith Grey, Grey’s Anatomy
06
Nov09

O que fica em mim...

Alex

 
"Depois de várias tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."

                                                                                           Caio Fernando Abreu

06
Nov09

Ilusões

Alex

O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões – a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim.

 

Livro do desassossego, Fernando Pessoa
04
Nov09

Eu não sou uma pessoa terminada...

Alex

“Eu não sou linear.

Eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim.

Eu existo.

Não sou produto, sou só coração.

Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me faz escrever, ser e mudar a cada dia.

Se eu eu começasse a escrever minha vida, seria assim: …

Percebe? Eu sei que sim. Eu sou reticências. Sou 3 pontinhos. Sou o não-dito. Sou emoção e desejo.

Palavras são o meu antídoto. Anti-monotonia, anti mau-humor, anti todo o amor que não há.”

                                                                                                                              Fernanda Mello

 

 

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