Blog To Express, Not To Impress

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Dez 09

Não há quem não feche os olhos ao comer, não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita, não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar.

Fechamos os olhos para garantir a memória da memória.

É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima, no avesso das pálpebras. Concentramo-nos para segurar a dispersão, para segurar a barca ao calor do remo. O rosto é uma estrutura perfeita do silêncio. Os cílios se mexem como pedais da memória. Experimenta-se uma vez mais aquilo que não era possível. Viver é boiar, recordar é nadar.

Escrevo na água, no vento da água.

O passado sem os olhos fechados é como uma roupa enrugada. Sem corpo. Sem as folhas dos plátanos.

Fabrício Carpinejar
publicado por Alex às 18:29

comentário:
Lindo.
blue258 a 19 de Fevereiro de 2010 às 23:14

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